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Casos de feminicídio caem 11,45% em abril e maio: o que dizer frente a 230 assassinatos de mulheres no bimestre

  • Foto do escritor: Ricardo Gomez Filho
    Ricardo Gomez Filho
  • 25 de jun.
  • 2 min de leitura
Mulher em protesto na rua, de camisa roxa, mostra adesivo com Chega de feminicídio.

Homens machistas, misóginos, covardes mataram 232 mulheres nos meses de abril e maio deste ano e o governo comemora a queda de 11,45% no número de feminicídios no Brasil. No mesmo período do ano passado, pasmem, foram mortas 262!


Eu poderia estar comemorando a redução nos números de violência contra a mulher, mas não consigo. Olho para a comparação entre os meses de maio de 2025 e 2026 e constato que no ano passado houve 120 feminicídios contra 124 neste ano. Será uma tendência de alta?


Voltando ao bimestre abril/maio de 2025 e de 2026, celebrado, penso que se por um lado é verdade que 30 vidas foram poupadas em relação aos dados do ano passado, por outro me assombro quando olho para 23

2 vítimas que morreram pelo simples fato de terem nascido mulher. É assombroso!


Os números frios da estatística são de fato aterrorizantes para elas. E para a para pais, mães, filhas e filhos, irmãs e irmãos? O que dizer para todos os outros entes dessas famílias que foram dolorosamente transpassados pela dor da perda?


Embora muitas das vítimas contassem com medida protetiva judicial, elas não estavam verdadeiramente protegidas, uma falha grave nos mecanismos de defesa da mulher que precisamos aprimorar.


Já se imaginou mulher? Já imaginou o desafio que é levantar da cama pela manhã e tentar permanecer viva um dia inteiro num país em que homens machistas desprezam por completo a condição feminina?


Os números apurados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) me trazem um lampejo de esperança, mas não me aquietam.


É preciso que nossas leis, que nossas propostas de políticas públicas sejam vistas como um ato de amor, de defesa à vida, e não como ação de um político do partido A ou B. Para além da legislação, é absolutamente necessário que a Justiça seja implacável contra os feminicidas.


Não podemos normalizar tantas e tantas mortes, tantos casos de feminicídios, tanta crueldade e dor.


Sei que é preciso continuar trabalhando com foco na conscientização dos homens, bem como na formação das crianças para que cresçam entendendo que homens e mulheres se equivalem e merecem respeito mútuo. Sigo firme nesse propósito!

Frente a um caso de violência contra a mulher, defenda-a: ligue 180 ou 190.

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