Julho termina, mas nossa missão de acolher e proteger continua
- Ricardo Gomez Filho
- há 2 dias
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Julho chega ao fim, mas não foi um período vazio. Ao longo deste mês, nosso trabalho se manteve firme ao ouvir as mulheres atingidas pela violência, acolher suas respectivas famílias, acompanhar vítimas às delegacias e atuar nos tribunais contra agressores, entre tantas outras ações para proteger quem mais precisa.
Quando assumimos um compromisso, temos uma responsabilidade com a população, pois sabemos que muitas vidas dependem do que fazemos. Quantas mulheres se sentem abandonadas pelo Poder Público ao buscarem apoio em órgãos oficiais e não encontrarem o acolhimento e a atenção de que precisam?
Quantas permanecem presas ao ciclo da violência por falta de amparo e de uma estrutura estatal capaz de ouvir e dar o encaminhamento humano que a situação exige?
Temos um propósito, uma missão, e seguiremos trabalhando para ser a mão estendida a quem nos procura em momentos de angústia. Conhecemos o peso da dor e a exaustão de quem vive no sofrimento.
É por esse motivo que atuamos. Queremos ajudar pessoas que se sentem abandonadas a transformarem essa dor em reconstrução, assim como transformei a dor da minha própria perda na minha missão de vida.
Julho termina, mas o nosso trabalho continua. É preciso estar atento e presente na vida de quem pede ajuda.
Esse é o nosso compromisso. Essa é a minha missão pessoal!




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