Que vida e morte de mulheres vítimas de feminicídio não sejam esquecidas
- Ricardo Gomez Filho
- há 2 dias
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Quando Tainara Souza Santos foi atropelada e arrastada na Marginal do Tietê pelo ex-ficante, o covarde Douglas Alves da Silva, houve grande comoção e o assunto tomou conta do noticiário não apenas em SP, mas em todo o Brasil.
O caso ocorreu em 29 de novembro de 2025. Menos de um mês depois, em 24 de dezembro do mesmo ano, após passar por várias cirurgias e ter as duas pernas amputadas, Tainara morreu e deixou dois filhos, um menino de 12 e uma menina de 7 anos.
Hoje, seis meses depois da morte de Tainara, o assunto está quase esquecido. Douglas está preso aguardando julgamento, mas vivo, recebendo visita da família, amparo dos parentes e amigos e protegido pelo Estado.
E quanto à vítima? O que traz de volta a mãe, a filha, a mulher, a irmã, a amiga Tainara? Nada.
Infelizmente é sempre assim. Os casos de feminicídios vão sendo substituídos por novas tragédias e, aos poucos, acabam caindo no esquecimento.
Proteger as mulheres é o compromisso número um deste mandato, mas é preciso que a sociedade não apague da memória os crimes de feminicídios que ocorrem todo dia.
Precisamos manter o debate sobre violência contra a mulher como pauta permanente. Precisamos nos indignar, marchar contra o feminicídio.
Precisamos, nós, homens, tomarmos consciência sobre respeito e proteção às mulheres, marcarmos posição contra os homens violentos.
Da minha parte, sigo indignado e trabalhando por políticas públicas que protejam as mulheres da violência doméstica e de toda violência que as atinja onde elas estiverem.
Temos leis aprovadas, temos trabalho nesse sentido e seguiremos priorizando a proteção das que hoje precisam de amparo, assim como a memória das que partiram por uma ação covarde de homens estúpidos, bárbaros, inconsequentes.
Enquanto eu respirar, nossa luta por uma sociedade mais humana para todos, também e especialmente para as mulheres, continuará pulsando nas minhas veias.




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