Minha missão é trabalhar para que nenhuma mulher sinta-se abandonada
- Ricardo Gomez Filho
- há 18 horas
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Nessa jornada de dor e aprendizados, entendi que minha luta era para me tornar um ser humano melhor do que quando tudo começou. Não dá para romantizar a dor. Durante meu recolhimento, além do sofrimento, havia um misto de revolta.
Mas o tempo é senhor das coisas. Minha fé em Deus e na Mãezinha Querida, o apoio mútuo da família e dos amigos trouxeram forças para me reerguer. Compreendi que havia outras pessoas precisando de acolhimento, de atenção, de serem ouvidas sem julgamentos, de cuidado e de empatia.
Com o tempo, entendi que o que recebi foi uma missão: cuidar de famílias com pessoas desaparecidas e de mulheres vítimas de violência.
O resultado é um mandato que tem compromisso com essas pessoas e vai além. Sem promessas vazias, mas com trabalho diário e resultados reais. São mais de 3 mil mulheres vítimas atendidas, nenhuma delas assassinada.
São mais de 3,5 mil famílias com entes desaparecidos amparadas, mantendo vivo um braço assistencial importante que não abandona ninguém e faz do acolhimento a sua virtude: o Instituto Mércia Nakashima.
E não é só: são mais de 90 leis aprovadas — entre elas, marcos em defesa da mulher —, além de várias propostas em favor de quem mais precisa de saúde, segurança pública e infraestrutura. São milhões em emendas para fortalecer entidades sociais e prefeituras.
Por fim, aprendi que na vida ninguém deve soltar a mão de ninguém. Esse cuidado precisa ser ainda maior na dor. Este mandato continuará acolhendo, ouvindo e atendendo sempre com muito amor, porque isso é o melhor que podemos fazer.
E é assim, com humanidade e atenção, que alcançamos as pessoas e entregamos os melhores resultados.




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