O futebol não pode ser pano de fundo para crimes contra as mulheres
- Ricardo Gomez Filho
- há 2 horas
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Hoje tem futebol novamente. E isso pode ser aterrorizante para muitas mulheres. Pesquisa mostra que quando times de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre entram em campo, mulheres viram alvo de homens violentos, covardes e frustrados.
O levantamento está na segunda edição do estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2023-2025), que acabo de ver, e expõe dados vergonhosos: em dias de jogos, a agressão física aumenta 28,8% e as ameaças, 27,4%, nessas capitais.
Amo futebol, mas combato diuturnamente a violência contra a mulher. Eu e minha família conhecemos a dor da perda abrupta de alguém que amamos. Já comentei aqui sobre esse trauma. Passado o luto, fiz do meu sofrimento um compromisso inegociável de proteção que guia este mandato.
Por isso, não posso admitir que o futebol seja o pano de fundo onde criminosos usem a emoção do jogo para destilar ódio para dentro de estádios, bares e dos lares brasileiros.
O esporte não poder manchado pela inconsequência e violência de homens desequilibrados. É preciso punir rigorosamente esses agressores e bani-los do convívio social: cadeia neles!
O futebol é uma paixão nacional, mas a vida é a nossa dádiva mais preciosa. Proteger as mulheres é mais importante e mais urgente e exige a coragem de toda a sociedade.
Este mandato continuará atuando com firmeza e rigor para que tenhamos mais educação, conscientização e políticas públicas que deem resultado no combate à violência contra a mulher.
Em caso de violência, ligue 180 ou 190. Se precisar das nossas ações, que incluem apoio psicológico e assistência jurídica, nosso mandato atende pelo (11) 95461-12345.




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