Quem viveu uma dor sabe estender a mão
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Continuar com o trabalho de criação de políticas públicas para proteger a mulher de agressores tão bárbaros e desumanos é necessário enquanto houver episódios de violência de gênero em nosso estado de São Paulo e no país.
Essa missão me foi atribuída logo após a perda da minha irmã, Mércia, um momento de muita dor e de profundos questionamentos sobre abandono, acolhimento, impotência, papel do Estado, cidadania, relacionamentos tóxicos e a mente do homem machista que fere e mata.
Neste momento, escolhi lutar pelos que mais precisam. Decidi não me ajoelhar para a violência e assumi o compromisso de estender a mão às mulheres e famílias que vivem o abandono do Poder Público.
Depois de mais de 3 mil mulheres atendidas e mais de 3,5 mil famílias com pessoas desaparecidas acolhidas — e contando... —, entendo que essa luta é sem trégua e sem fim. Não por vontade própria ou vaidade, mas porque ainda existem pessoas precisando viver e sonhar.
É por esse motivo que me coloco à disposição da população mais uma vez.
Não tenho medo da exposição ou do julgamento, porque apresento um trabalho sólido de acolhimento, apoio psicológico e jurídico, leis aprovadas em defesa da mulher, diversas outras em benefício dos municípios e cidadãos deste estado, além da prestação de contas com os paulistas rigorosamente em dia, especialmente com quem depositou em mim a sua confiança.
Conte comigo que eu sei estender a mão: aqui o trabalho é missão e compromisso sempre. Márcio Nakashima é 55.678.




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