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Romper com o ciclo de violência doméstica não é simples e requer mais que vontade

  • Foto do escritor: Ricardo Gomez Filho
    Ricardo Gomez Filho
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Romper com o ciclo de violência doméstica não é simples e requer mais que

Julgadores costumam dizer que a mulher deveria abandonar o companheiro agressor e buscar outra vida. Sim, seria a melhor solução se fosse fácil, mas depois desses anos todos acompanhando os mais diversos episódios de violência contra a mulher percebo um dado comum na maioria dos casos: a vítima está com medo, acuada.

 

A mulher não está dentro daquele ciclo por querer, ela é refém. Olhando de fora as pessoas não enxergam que a vítima fica presa num longo ciclo de violência e que teme que sua história termine em mais episódio de feminicídio.

 

Há casos em que a mulher pode estar sob ameaça de vida e/ou até sofrendo agressões físicas. Em outros, pode estar sendo chantageada sobre a guarda ou até a integridade e vida dos filhos, bem como da família.

 

Acompanhamos casos em que a mulher parou de trabalhar ou nunca pode aprender uma profissão para cuidar da família, ou seja, passou a ser dependente financeira do agressor.

 

Não são raros os casos em que a mulher teme ficar sem apoio da família ou não ser acolhida no momento da denúncia; ou mesmo sofrer discriminação no encaminhamento a abrigos de apoio à vítima criados por governos. Aliás, são muitos os relatos desse tipo.

 

Por esses e outros motivos, romper com o ciclo de violência não é fácil, é um ato de coragem que precisa ser enfrentado mesmo sob o medo plantado pelo agressor na mente dela.

 

Nosso trabalho é ajuda-la nessa decisão. Aqui nós não julgamos, acolhemos. E oferecemos assistência psicológica e jurídica.

 

Em outra frente, mantemos nosso trabalho na Alesp aprovando leis, mecanismos de defesa da mulher, propondo políticas públicas que as protejam juntamente com seus filhos.

 

Vítima precisa se sentir segura para sair do ciclo de violência. Ela está traumatizada. E isso se faz com acolhimento, oferta de rede de apoio, certeza de que o covarde não vai mais atormentá-la.

 

Nosso mandato está à disposição para acolher, orientar e apoiar mulheres vítimas de violência.

 

Se precisar de ajuda ou conhecer alguém que precise, entre em contato: 📞 (11) 95461-2345.

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