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Falhas estruturais por trás do aumento dos casos de feminicídio em SP

  • Foto do escritor: Ricardo Gomez Filho
    Ricardo Gomez Filho
  • 2 de jul.
  • 2 min de leitura

Mulher em protesto, com mão vermelha erguida, segurando cartaz PARE DE NOS MATAR em fundo urbano

Escassez no número de delegacias de atendimento geral e também de DDMs (Delegacia de Defesa da Mulher), falta de delegados nas cidades do interior de SP – que muitas vezes precisam se revezar e atender em outros municípios – podem estar por trás do aumento no número de casos de feminicídios em localidades fora da Região Metropolitana de SP.


Dos 124 crimes consumados contra a vida de mulheres, entre janeiro e maio de 2026, assombrosos 85 episódios foram registrados no interior paulista. Esse quadro mostra que não podemos sequer piscar os olhos quando o assunto é a criação de políticas públicas que protejam a vida das mulheres.


Apesar da nossa luta e do empenho do governo de SP em transformar as leis aprovadas por este mandato em política pública de proteção a elas, o feminicídio continuou avançando nos cinco primeiros meses de 2026 em comparação a 2025 e atingiu alta de 15,9%.


Se neste ano morreram 124 mulheres, ano passado foram 107 assassinatos. Desconcertante. Triste. Revoltante.


Na comparação entre os meses de maio deste ano e de 2025 houve uma queda pequena: 26 contra 18. Na minha opinião, esse é um período muito curto para qualquer ensaio de comemoração de tendência.


Ao contrário de parecerem animadores, esses números acendem o alerta de que é preciso continuar trabalhando na busca de políticas públicas cuja implementação iniba drasticamente as tentativas e os crimes contra as mulheres.


Esses números, para mim, não são aceitáveis! Como não é aceitável que estejamos vivendo uma onda, uma “modinha” de desvalorização da condição feminina e da vida da mulher. A cada dia surgem novos casos e denúncias de ataques à dignidade e à vida das mulheres.


Precisamos manter o trabalho na Alesp de combate ao feminicídio, mas também de educar as crianças e conscientizar os homens de masculinidade frágil e violenta. Precisamos entender de uma vez por todas que não é não. Que homem não é dono de mulher. Que mulheres tem gostos, vontades, ideias de consumo e vidas próprias.


Não podemos aceitar esses números, não podemos assistir a essa onda de crimes de braços cruzados, não podemos normalizar os casos de feminicídios.


Nosso mandato está à disposição para acolher, orientar e apoiar mulheres vítimas de violência. Se precisar de ajuda ou conhecer alguém que precise, entre em contato: 📞 (11) 95461-2345.

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